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5 de maio de 2016

Corredor da Protásio Alves é liberado em Porto Alegre

Porto Alegre tem primeiro corredor da copa inaugurado

Do Canoas Bus
A prefeitura de Porto Alegre inaugurou nessa segunda-feira o novo piso de concreto do corredor de ônibus da Protásio Alves/Osvaldo Aranha. Com 7Km de extensão ele liga o Centro à Zona Leste da cidade.

A obra no corredor demorou o dobro do tempo para ficar pronta, iniciada em 2012 com previsão de término a tempo para a copa de 2014 e com sistema BRT em pleno funcionamento é inaugurada 4 anos após o início das obras e sem sinal de sistema BRT.

Os trabalhos aconteceram em trechos, para que não fosse fechado o transito em toda extensão do corredor. Esse molde fez com que os impactos da obra não fossem tão devastadores como no modelo tradicional, em que se bloquearia todo o corredor.

1 de abril de 2014

100% com AR, GPS, 1,8 MIL ÔNIBUS, 4 pessoas e não mais 6 por m² são algumas das definições que estão na licitação, veja os principais pontos resumidamente

Edital prevê fim da superlotação nos ônibus de Porto Alegre

Diretor-presidente da EPTC destaca o conforto do usuário como a característica marcante

Uma das maiores amarguras dos usuários de ônibus é o alvo da primeira licitação do transporte público da história de Porto Alegre, cujo edital foi publicado nesta segunda-feira pela prefeitura. Com a redução da taxa de ocupação do veículo de seis para quatro passageiros por metro quadrado, os veículos deverão ficar menos parecidos com o que é popularmente chamado de "latas de sardinha", referência à lotação no interior dos veículos.
O edital foi divulgado pela manhã no site da prefeitura. Em 3 de junho, os interessados em operar o sistema entregarão as suas propostas — 60 dias depois sairá o resultado. Depois, será necessário um período de adequação de 180 dias. O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, acredita que os novos concessionários poderão estar operando entre março e abril de 2015. No entanto, ainda sem o Bus Rapid Transit (BRT), que ainda depende de obras e definições técnicas. O prazo da concessão é de 20 anos.
Cappellari destaca o conforto do usuário como a característica mais marcante da licitação, na comparação com os ônibus atuais. O cumprimento da taxa de ocupação será fiscalizado por meio de informações obtidas por GPS, por um equipamento que identifica a entrada e saída de passageiros e por câmeras. Também colaborarão para o conforto dos passageiros a presença de ar-condicionado — toda a frota terá de estar equipada em até cinco anos — e informações sobre as viagens, como o tempo para pegar o próximo ônibus ou a previsão de chegada ao destino.
As empresas que hoje atuam no sistema de ônibus da Capital deverão participar da nova licitação. O assunto seria discutido nesta segunda, em uma reunião, e a definição é prevista para terça-feira. Uma preocupação dos empresários é com as diversas inovações previstas no edital, o que implica em investimentos em tecnologia.
Uma pessoa ligada às empresas de ônibus da Capital disse que a licitação tem um detalhe que dificultaria a participação de companhias de fora. Um dos argumentos que embasam essa teoria é a obrigação, inserida no edital, de a empresa ou consórcio participante da licitação ter um local para construir uma garagem para centenas de ônibus. Como haveria poucos espaços dessa dimensão na cidade, seria mais fácil a participação de companhias que já contam com garagens na cidade. Cappellari retruca:
— Tem espaços na cidade, sim. E a empresa poderá locar uma área, desde que apresente um contrato longo. Também poderá apresentar uma licença ambiental prévia, de 180 dias, com o compromisso de cumprir a legislação municipal e ter a licença definitiva na sequência.
Em visita a Curitiba na semana passada, o presidente da EPTC constatou interesse a respeito da licitação porto-alegrense. O que pode ser um indicativo da participação de companhias de fora do Estado.
Bilhetagem eletrônica renderá indenização a empresas atuais
Um ponto polêmico envolve a bilhetagem eletrônica. A previsão é de que ela passe a ser operada pelo poder público — a medida foi determinada pelo Tribunal de Contas do Estado —, o que, na visão da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), abriria espaço para uma ação judicial contra a prefeitura. O motivo é que as companhias investiram cerca de R$ 100 milhões na tecnologia, e caberia uma indenização por isso. Cappellari concorda.
— Eles realmente têm direito à indenização. O Tribunal de Contas do Estado já tinha dito que deveríamos ter colocado o custo na bilhetagem na tarifa. Isso não foi feito no passado. Vamos avaliar, com uma auditoria independente, qual é o valor da bilhetagem. Temos uma empresa pública, a Carris, que detém uma parte significativa do sistema — argumenta.
O certo é que haverá ações na Justiça, admite Cappellari. Em outras capitais que passaram por licitação no transporte público foi assim, e não deverá ser diferente em Porto Alegre. O presidente da EPTC espera que isso ao menos não tranque as mudanças.
Desde esta segunda, técnicos do TCE se debruçam sobre o edital dos ônibus para identificar se há algum problema e se a EPTC seguiu todas as determinações da auditoria feita há mais de um ano. Na semana que vem deverá haver algum posicionamento sobre o assunto, segundo o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Costa da Camino. Se alguma irregularidade for encontrada, o TCE pode pedir a suspensão do processo licitatório.
Nunca houve licitação do sistema de ônibus em Porto Alegre. A partir da década de 1920, quando as primeiras empresas de ônibus receberam autorização para operar, as permissões têm sido constantemente renovadas.
Principais inovações tecnológicas
— Computador de bordo 

— Sistema de telecomunicação de dados de longa distância para realizar a transmissão em tempo real dos dados de monitoramento e transmissão de mensagens entre controladores e motorista

— Sistema de posicionamento global com erro máximo de 25 metros em movimento (GPS ou similar)

— Sistema de interface com garagem para comunicações wi-fi com a função de transferência de todos os dados operacionais acumulados no computador de bordo e atualização diária dos dados cadastrais, como prefixos, linhas, itinerário, tabela horária, paradas e tripulação

— Sensores de contagem de entrada e saída de passageiros

— Previsão de console de interface para informar acidente, engarrafamento, mau tempo, interrupção de viagem, quebra, solicitação de atendimento de emergência, alterações das programações das viagens

— Previsão de telas LED Full HD no mínimo de 19 polegadas com a função de informar aos passageiros o itinerário, as próximas paradas, os pontos de interesse, informações institucionais e publicidade 

— Previsão de dispositivo de alta fidelidade de anúncio sonoro de paradas audível em todo o veículo (mínimo seis autofalantes) 

— Sistema de autodiagnóstico e transmissão de alarmes do sistema de monitoramento
O que será monitorado a distância pela EPTC em tempo real
— Mapa com a velocidade média e tempo de percurso das principais vias

— Desvio de itinerário no mapa em forma de alerta, e no relatório em forma de tabela, indicando linha, prefixo, horário, localização e motorista

— Excesso de velocidade, indicando linha, prefixo, horário, localização e motorista

— Intervalo entre as viagens na linha e entre grupos de linhas ou região selecionadas no mapa 

— Posicionamento de todos os veículos em operação e estacionários
Informações aos usuáriosDisponíveis na internet, aplicativo para smartphone e celular
— Itinerário

— Tabela horária

— Operação programada

— Horário previsto de passagem de cada linha por sentido em tempo real

— Alerta de alterações da linha e serviços especiais

— Informações institucionais e marketing do sistema de transporte
Penalidades
— A partir do segundo ano de operação, o não cumprimento das metas estabelecidas no Relatório de Avaliação Anual dos Indicadores de Desempenho Operacionais do Sistema de Transporte Público Coletivo por Ônibus de Porto Alegre resultará em uma penalidade correspondente a 0,05% do valor total do contrato

— Nos casos de reincidência, a penalidade será acrescida de 50% do valor da penalidade anterior

— Caso ocorram por mais de três anos consecutivos ou cinco anos alternados o não cumprimento das metas anuais, o contrato de concessão poderá ser rescindido
ZERO HORA

Vencedores de licitação dos ônibus de Porto Alegre também vão operar BRTs

Edital prevê frota com ar-condicionado em prazo de cinco anos e controle público da bilhetagem

Vencedores de licitação dos ônibus de Porto Alegre também vão operar BRTs Bruna Vargas/Agencia RBS
As obras do BRT na Avenida Protásio Alves, na CapitalFoto: Bruna Vargas / Agencia RBS
Publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, o edital de licitação do transporte coletivo de Porto Alegre prevê que os BRTs serão operados pelos consórcios ou empresas vencedoras do processo de cada uma das bacias Norte, Sul e Leste.
Com os corredores de ônibus ainda em obras, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) chegou a cogitar que esse tipo de transporte rápido não fosse contemplado no documento.
Pontos contemplados no documento
As bacias
> A Capital é dividida em quatro bacias, mas apenas três serão licitadas (Norte, Sul e Leste). A transversal continuará sendo operada pela Carris.
Ar-condicionado> As operadoras terão prazo de cinco anos para que 100% da frota tenha ar-condicionado. Inicialmente, a prefeitura cogitou não exigir o equipamento, uma tentativa de reduzir a tarifa.
Lotação dos ônibus> Atualmente, os ônibus podem transportar um máximo de seis passageiros por metro quadrado. O edital reduz para quatro passageiros por metro quadrado.
Frota> Para alcançar a redução de capacidade, serão colocados mais ônibus em circulação. Hoje existem no sistema da Capital veículos de 12, 14, 16, 18 e 24 metros de comprimento. O edital vai praticamente eliminar os de 12 e 14 metros, exigindo sua substituição por veículos maiores. Os ônibus pequenos ficarão restritos a algumas linhas de demanda baixa. A frota, hoje de 1.701 ônibus, vai aumentar em 70 unidades.
Produtividade> As empresas que atraírem novos passageiros em relação ao período anterior serão recompensadas. O edital prevê que cada empresa ficará com 50% da produtividade que obtiver. Por exemplo: se uma determinada linha que transporta mil passageiros por dia elevar essa média para 1,1 mil, terá atraído cem passageiros a mais. Pela metodologia atual, no momento de reajustar a tarifa, os custos seriam divididos por 1,1 mil passageiros. Pela nova regra, serão divididos por 1.050, o que dará um valor ligeiramente maior. Os outros 50 são o ganho de produtividade.
Linhas
> De forma geral, o sistema de ônibus é o mesmo em operação atualmente, com poucas mudanças. Algumas linhas serão transferidas de bacia, mantendo a proporção de passageiros por consórcio.
GPS
> Todos os veículos deverão ter um sistema com GPS. Com a nova tecnologia, todos os ônibus estarão interligados a uma central de operações, que receberá dados e imagens do veículo e poderá enviar mensagens ao computador de bordo, que aparecerão no painel do motorista.
Publicidade e conselho de usuários estão fora do edital

A criação de um conselho de usuários do transporte público e a exploração de publicidade nos ônibus ficaram de fora do edital. Segundo Vanderlei Cappellari, os dois pontos serão discutidos a partir desta semana.
– Vamos elaborar os princípios do conselho, que poderes terá, como vai funcionar, se será único ou se teremos um para cada bacia – afirma o diretor-presidente da EPTC.
A legislação sobre a propaganda nos veículos será reformulada. Um dos pontos que será analisado é a ampliação da exploração das laterais e do espaço interno para vinculação de publicidade. Uma parte do dinheiro poderia ser aplicado em um fundo de qualificação do transporte, outra no plano de saúde dos rodoviários.
As propostas poderão ser encaminhadas nos próximos 60 dias. Então, serão mais 60 dias para análise e definição das vencedoras. Serão escolhidas as propostas que garantirem todos os requisitos pela tarifa mais baixa.

31 de março de 2014

Licitação transporte de Porto Alegre é lançado!

Prefeitura de Porto Alegre lança edital de licitação do transporte coletivo, depois de anos de luta o feito é comemorado pela população

Porto Alegre - 31/03/2014
Foi lançado o edital de licitação do do transporte coletivo da capital nessa Segunda feira (31), há muitos anos era certa a ideia de licitar o transporte, o que parecia que pela demora não aconteceria nunca, depois de vários adiamentos foi lançada hoje então.
Dentre as principais definições está o uso de ar condicionado em 100% da frota, idade média máxima inferior a 4,6 meses e o veículo individual não podendo entrar inicialmente no sistema com mais de 7 anos e 6 meses, sendo que os ônibus que entrarem serão obrigados a serem adaptados conforme regra de acessibilidade ABNT 2009.
Vejam o edital de licitação completo clicando no link do site da prefeitura: municipal de Porto Alegre exibido a seguir:http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smf/default.php?p_secao=230

Licitação do transporte coletivo de Porto Alegre deve ser lançado hoje (segunda 31)

O edital deve ser publicado hoje

Porto Alegre - 31/03/2014

Hoje é o grande dia do lançamento do edital de licitação do transporte coletivo da capital, o tão esperado a tanto tempo prometido e por diversos políticos finalmente vai virar realidade. O edital contém especificações como frota 100% com ar-condicionado e idade média dos veículos inferior a 5 anos. Linhas Transversais continuaram com a carris e BRTs devem entrar em operação em 2015, extinguindo assim várias das atuais linhas existentes. A concessão será de 10 anos renováveis por mais 10.


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21 de outubro de 2013

Apresentação do modelo padrão do BRT de PORTO ALEGRE acontece nessa quarta feira 23/10


De acordo com o Sistema BRT, esses ônibus poderão circular em quatro corredores exclusivos, atualmente em fase de obras, localizados nas seguintes avenidas: Bento Gonçalves, João Pessoa, Protásio Alves e Padre Cacique

A apresentação do ônibus padrão BRT (Bus Rapid Transit) a ser utilizado na operação do transporte público de Porto Alegre será quarta-feira, 23, às 9h30. O evento acontece no Largo Glênio Peres, ao lado do Paço Municipal, com a presença do prefeito José Fortunati e do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari.

Entre as principais características do veículo estão o chassi Mercedes-Benz; motorização Euro V – Proconve 7, com baixa emissão de gases poluentes; motor traseiro; articulado – piso baixo; trucado, com 2º eixo traseiro direcional; câmbio automático; carroceria Marcopolo com 23m de comprimento; capacidade total para 166 passageiros, sendo 62 sentados; ar-condicionado; acessibilidade por rampa de acesso pela porta central; box para cadeirante; dois conjuntos de portas duplas para desembarque; pintura diferenciada; câmera de monitoramento interno.

De acordo com o Sistema BRT, esses ônibus poderão circular em quatro corredores exclusivos, atualmente em fase de obras, localizados nas seguintes avenidas: Bento Gonçalves, João Pessoa, Protásio Alves e Padre Cacique. “Todos os fabricantes já receberam informações em relação ao modelo de veículo, com projetos já homologados para o Sistema BRT da Capital”, informa Cappellari.

fotos:

15 de outubro de 2013

BRT 0900 É TESTADO EM CAXIAS DO SUL

Depois de mais de um mês parado na Marcopolo, o 0900, VIALE BRT O-500UDA de Porto Alegre saiu para as ruas de Caxias do Sul, estaria próximo a chegada do veículo na capital? inda não sabemos, enquanto isso veja fotos:
http://onibusbrasil.com/foto/1899519/
http://onibusbrasil.com/foto/1898882/
http://onibusbrasil.com/foto/1912663/

5 de outubro de 2013

OZELAME COMPRA MEGA BRT

A OZELAME, empresa da serra gaúcha possuía 2 articolados, agora adquiriu o 3º, um MEGA BRT, ex demonstração da NEOBUS, com portas dos 2 lados, VOLVO B12M, ano 2009. VEJAM A FOTO DO CARRO TIRADA EM 2010, agora está no pátio da neobus com a pintura da ozelame e prefixo 18019.
http://onibusbrasil.com/foto/1903172/

essa foto de baixo é minha em 2012 na SOUL

2 de outubro de 2013

Empresas retomam obras dos BRTs no próximo dia 10

Troca do piso das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves foi liberada pelo TCE

Troca do piso das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves foi liberada pelo TCE<br /><b>Crédito: </b> Anselmo Cunha/PMPA/Divulgação CP
Troca do piso das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves foi liberada pelo TCE
Crédito: Anselmo Cunha/PMPA/Divulgação CP
A prefeitura de Porto Alegre informou, nesta quarta-feira, que as empresas contratadas retomam, no próximo dia 10, as obras nos corredores BRTs das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves. O prazo é considerado necessário para remobilização de equipamentos e mão-de-obra. A decisão foi feita após Notificação de despacho, no dia 25/09, dos Conselheiros Relatores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS).

Conforme despacho, o entendimento da possibilidade de retenção unilateral dos valores diverge do juízo efetuado pelo Tribunal de Contas da União, conforme Acórdãos n.º 2784/2012 – 3241/2013. O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, reforça a total transparência de todos os projetos que podem ser acompanhados através do site www.transparencia.com.br.

TCE confirmou que mais de R$ 1,2 milhão teriam sido cobrados indevidamente da Prefeitura de Porto Alegre por empresas que estão construindo os corredor de ônibus. As obras estão paradas porque duas das três empresas responsáveis pelo serviço não aceitaram a atitude da prefeitura de suspender as parcelas apontadas como excedentes.

Urbano Schmitt salienta, que esta primeira etapa é a mais difícil, ocasionando desconforto, pois estão sendo substituídos os pisos em asfalto por placas de concreto. “Estamos com cerca de 80% das obras concluídas nesta primeira fase, considerada a mais complicada. Com a retomada das obras pelas empresas, o novo piso dos corredores estará pronto em abril de 2014. Sendo assim, os atuais ônibus poderão trafegar normalmente, proporcionando mais conforto aos usuários do transporte coletivo”, destacou o secretário de Gestão.

A próxima etapa do projeto dos BRTs será a substituição das estações atuais, por estações fechadas e a construção de novos terminais. Os novos ônibus serão comprados pelas empresas que vencerem a licitação, que poderá acontecer ainda em 2014.
FONTE: estamos em obras/rbs

28 de setembro de 2013

Sistema BRT em Porto Alegre pode ficar para 2015, admite prefeitura

Se as obras em três corredores não forem retomadas, há risco de cancelamento do contrato

Sistema BRT em Porto Alegre pode ficar para 2015, admite prefeitura PMPA/Divulgação
Imagens de como devem ser as estações do BRT já foram divulgadasFoto: PMPA / Divulgação
Carlos Guilherme Ferreira
Concebido como solução de mobilidade urbana para a Copa de 2014, o sistema BRT(ônibus de trânsito rápido, na sigla em inglês) poderá sofrer novo atraso e operar emPorto Alegre somente a partir de 2015. É o que admite a prefeitura, diante de um cenário no qual três dos quatro corredores em construção estão com as obras paralisadas e sem previsão de retomada.
suspensão dos trabalhos nas avenidas João Pessoa (onde há serviços complementares), Protásio Alves e Bento Gonçalves - orçados em R$ 195 milhões e destinados a pelo menos 64 mil passageiros - pode levar a um cenário de rescisão de contrato com os consórcios encarregados e, por consequência, de necessidade de nova licitação. A hipótese se enquadra na categoria de "plano B", afirma o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt:
- Se não houver encaminhamento favorável, é um recurso ainda disponível. Espero que não chegue a esse ponto.
A previsão de BRT em pleno funcionamento apenas em 2015 se explica por uma série de fatores – entre eles, um apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de sobrepreço superior a R$ 1 milhão na execução dos corredores. A este problema soma-se, ainda, a inexistência de licitações para erguer as paradas e as estações do BRT. Fecham esta conta os veículos BRTs, previstos para constarem em concorrência a ser proposta pela prefeitura para o transporte público da Capital (a promessa é de que ela saia até dezembro).
- Os novos ônibus serão comprados pelas empresas que vencerem a licitação. Pode ser no ano que vem ou demorar mais ainda - aponta Schmitt.
De nada adiantarão os planos, porém, se o nó das pistas não for desatado. Em sua conta no Twitter, o prefeito José Fortunati atribuiu a interrupção a questões judiciais. Escreveu o seguinte: "A prefeitura somente aguarda a decisão das instâncias fiscalizadoras para prosseguir com as obras. A decisão é absolutamente técnica".
Mas há controvérsias. Questionado por ZH, o TCE diz ter feito o apontamento à prefeitura do sobrepreço nos processos de fresagem (retirada do asfalto) e de sinalização noturna. Duas vezes: antes da licitação, quando as empresas apresentaram defesa, e já com a obra em andamento.
- A área de fresagem (prevista na licitação) era o dobro do pavimento (existente). A máquina passaria duas vezes - aponta um técnico do tribunal.
A partir deste segundo aviso do TCE, a prefeitura decidiu repassar às empresas somente os valores identificados como corretos pelo tribunal. Ou seja, diminuiu o pagamento. Oconsórcio formado por Sultepa e Conpasul, encarregado dos trechos da Bento e da Protásio, entrou na Justiça em busca dos valores integrais, conforme o contrato. Obteve liminar favorável, mas a prefeitura manteve a posição. Por isso, as empresas interromperam as obras.
Diante do impasse, Fortunati procurou o TCE e pediu uma antecipação da decisão sobre o caso - o que não se sabe se irá acontecer. De posse da "orientação final" dos seis conselheiros do tribunal, conforme postou no Twitter, o prefeito espera conseguir, então, um posicionamento favorável na Justiça. Enquanto isso não acontece, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) tenta cassar a liminar conquistada pelas construtoras.
Menos mal que, segundo Urbano Schmitt, a parada não deve prejudicar o trabalho já feito. O que ocorre é a troca do asfalto por placa de concreto, mas até nisso houve percalços. Em junho, os trechos da Protásio e da Bento se viram reduzidos a serviços complementares graças à proibição de extração de areia no Rio Jacuí.
Problemas identificados
Fresagem
Sobrepreço de 100% (mais de R$ 1 milhão)
A área de retirada de asfalto prevista na licitação, segundo aponta o TCE, é o dobro do pavimento existente. O critério de medição no contrato apontava a retirada de duas camadas de 5cm. O TCE, porém, afirma ter consultado o fabricante do equipamento e ouvido que a capacidade da máquina é superior a 10cm: ou seja, seria possível cortar o asfalto de uma vez só.
Ainda assim, há pontos do pavimento nos quais a espessura supera 10cm. Diante disso, a concessionária pediu um aditivo ao contrato (apesar de que, segundo o TCE, a espessura maior estaria dentro do limite de um corte da máquina).

Sinalização noturna
Sobrepreço de pelo menos 30%
Consiste em contratar três serviços para as obras: carro-seta (30% de sobrepreço), baliza refletiva (50%) e baliza com luz piscante (50%). O sobrepreço é pequeno (cerca de R$ 40 mil na Protásio, por exemplo), mas o problema se deu na contratação. Como o serviço previsto na licitação só cobriria um mês de trabalho, as empresas pediram um aditivo ao contrato para contemplar toda a duração das obras. Se concedido, significará novos custos.

O que diz a Conpasul, via nota
Em respeito à opinião pública, cumprindo sua missão de transparência e diante de informações que levam ao desentendimento da questão, a Conpasul, empresa vencedora da licitação para construção dos corredores de ônibus de Porto Alegre, esclarece que:
1. Não há, sob nenhuma hipótese, prática de sobrepreço ou descumprimento do estabelecido no Edital e assinado no Contrato de elaboração do serviço.
2. Ocorre apenas uma questão de entendimento e conhecimento do serviço contratado e realizado, porquanto, no próprio Edital, a valorização da fresagem (retirada do asfalto) foi estabelecida para camadas de cinco centímetros;
3. Ocorre que a camada de asfalto a ser retirada, chega a superar 20 centímetros, o que equivale a quatro camadas retiradas;
4. A retirada em uma só passagem, significa maior potência de equipamento, mais custo de manutenção, mais tempo para retirada do asfalto, maior volume de resíduos retirados e maior custo total do serviço;
5. Estudos feitos por professores doutores da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, comprovam a correção dos cálculos e valores, previstos no Contrato;
6. Assim, a Conpasul aguarda com serenidade a decisão do TCE, na certeza de que as obras poderão seguir regularmente, com a correção e legalidade previstas no Edital e confirmadas na contratação do serviço;
7.Com três décadas de atuação no mercado da construção pesada, a Empresa  atua com seriedade e ética, o que consolida sua imagem no mercado.

A situação das obras
ZERO HOri

24 de agosto de 2013

PROTÓTIPO DO BRT DE PORTO ALEGRE está pronto na Marcopolo, VIALE BRT O-500UDA

Está pronto na Marcopolo em Caxias do Sul, o primeiro veículo que será do sistema BRT da capital, é um Viale BRS O-500UDA. A pintura é cinza, aina não sabemos se será essa pintura, mas é cinza parecida com o esboço do SIT. E um veículo articulado trucado com 23 metros, PREFIXO 0900 e empresa não definida. Veja a foto:
FOTO DO 0900

23 de agosto de 2013

Conclusão da troca de pavimento de corredores de ônibus de Porto Alegre é adiada para fevereiro


A troca de pavimento dos corredores de ônibus das avenidas Bento GonçalvesProtásio Alves e João Pessoa, que, pela estimativa inicial deveria ser finalizada no mês de setembro de 2013, será concluída apenas em fevereiro. A falta de areia usada para colocação do cimento e as complicações no trânsito, que não permitem realizar as obras em trechos maiores, além do período chuvoso, são os motivos que levaram a Prefeitura de Porto Alegre a adiar mais uma vez a previsão de término do serviço.
A falta de areia já está sendo normalizada. Dessa forma, os trabalhos devem voltar a ganhar um ritmo mais acelerado. Mesmo assim, a intensificação do serviço só vai ocorrer no período de férias, quando a Prefeitura acredita que a troca de pavimento será finalizada.
Outro problema é a construção das novas paradas dos ônibus BRTs. O edital segue em fase de projeto e não há previsão de publicação da concorrência. A Prefeitura já confirmou que elas não ficarão prontas até a Copa do Mundo.
BRT João Pessoa
Trecho: Entre a Avenida Bento Gonçalves e a Rua Desembargador André da Rocha.
Comprimento: 3.346 metros.
Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).
Investimento: R$ 5.310.565,27.
Início: 28 de Setembro de 2012.
Previsão inicial de conclusão: 12 meses.
Nova previsão de conclusão: fevereiro de 2014.
Empreiteira: Consórcio Giovanella e Construtora Brasília-Guaíba.
Percentual atual de execução da obra: 40%.
BRT Protásio Alves
Trecho: Rua Saturnino de Brito até a Rua Sarmento Leite.
Comprimento: 6.850 metros.
Largura: duas faixas de 3,50 metros (Corredor de ônibus).
Investimento: R$ 15.240.010,67.
Início: 12 de Março de 2012.
Previsão inicial de conclusão: 18 meses.
Nova previsão de conclusão: fevereiro de 2014.
Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa)
Percentual atual de execução da obra: 66%.
BRT Bento Gonçalves
Trecho: Avenidas Antonio de Carvalho e Princesa Isabel.
Comprimento: 5.955 metros.
Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).
Investimento: R$ 13.976.983,83.
Início: 14 de Março de 2012.
Previsão inicial de conclusão: 18 meses.
Nova previsão de conclusão: fevereiro de 2014.
Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa)
Percentual atual de execução da obra: 85%.
fonte: clic rbs

23 de julho de 2013

Porto Alegre só terá sistema BRT após a Copa, admite prefeitura


Estações e terminais que vão compor o novo modelo de transporte público da Capital sequer têm projetos concluídos e perspectiva de lançamento de licitação

Porto Alegre só terá sistema BRT após a Copa, admite prefeitura Divulgação/Prefeitura MunicipalOs turistas que visitarem Porto Alegre durante a Copa do Mundo em 2014 encontrarão um sistema BRT (Bus Rapid Transit) pela metade. A prefeitura jogou a toalha e admite que o novo formato de transporte público na capital gaúcha, que prevê estações climatizadas, ônibus modernos e novos terminais, não estará operando até o Mundial — ainda que essa tenha sido a promessa da administração municipal até agora. Apenas os corredores devem estar prontos.
Ainda não foram licitadas as construções das estações e dos cinco terminais (Antônio de Carvalho, Azenha, Cristal, Manoel Elias e São Pedro). Os projetos estão em fase de elaboração, e a Secretaria de Gestão não tem um prazo definido para que a concorrência seja lançada. O secretário Urbano Schmitt entende que o processo está dentro do esperado:
— Hoje nós não temos prazo (para o lançamento das licitações). Na verdade, não é demora. O trabalho está dentro do contexto.
Além disso, a definição dos vencedores da licitação das três bacias de transporte público de Porto Alegre também impede que os BRTs comecem a operar. Prometida para iniciar até o final de 2013, com o lançamento da concorrência para as linhas da Zona Sul, a licitação já vai contemplar a operação do novo sistema.
— Em julho ou agosto de 2014 será o início da operação. Como nós temos um sistema que está operando, não podemos da noite para o dia implantar um sistema desta envergadura. O que estava previsto, de iniciar a implantação em maio do ano que vem, foi adiado por mais 90 dias. Isso porque temos as obras e a licitação dos ônibus — revelou o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari.
Terminal para a Copa será no Viaduto Dom Pedro I
Para a Copa, terá de ser feita uma improvisação na estrutura de transporte público para a chegada ao Estádio Beira-Rio. A EPTC vai construir um terminal provisório embaixo do Viaduto Dom Pedro I (no encontra da Rua José de Alencar com a Avenida Padre Cacique).
— Ali vão funcionar linhas de ônibus, linhas especiais que ligarão o aeroporto ao estádio. Será uma grande estrutura para as pessoas poderem embarcar e desembarcar protegidas das intempéries. É o local mais próximo do estádio que as pessoas com ingresso poderão chegar com transporte — explica Cappellari.
Em meio à série de problemas envolvendo o andamento do projeto, pelo menos já há a definição das especificações do novo modelo de ônibus que vai operar no sistema. A Capital receberá o primeiro coletivo em agosto para ser apresentado aos usuários — com piso baixo, o veículo vai ser usado em diferentes linhas da cidade.
Na segunda-feira, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) divulgou um balanço das obras de pavimentação nos corredores. O corredor da Avenida Bento Gonçalves tem 85% conclusão, seguido pelos corredores da Protásio Alves (65%) e da João Pessoa (35%).
fonte: diário gaúcho

16 de julho de 2013

NOVOS DOPPIOS BRT DA NORTRAN RODANDO

Hoje, 16/07 é o primeiro dia de operação dos novos Doppios BRT da Nortranm ainda nao tenho informações dos Svelto 6 alongados dela, estão na garagem.


30 de maio de 2013

Sistema BRT irá alterar a estrutura do transporte coletivo em Porto Alegre



Obras do BRT de Porto Alegre estão em andamento. (Foto: MeuTransporte)
As obras para a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) em Porto Alegre começam a evoluir, e as melhorias esperadas pelas alterações na estrutura do transporte coletivo porto-alegrense devem ser sentidas gradualmente. No total, onze projetos estão em andamento para qualificar a mobilidade urbana e o sistema viário da cidade, sendo que três deles contemplam as necessidades para a operação dos BRTs. “Cada etapa terminada irá proporcionar algum benefício, tanto para o usuário do transporte coletivo quanto para o trânsito em si”, indica Luiz Cláudio Ribeiro, engenheiro da EPTC e coordenador do projeto.
Mesmo que o cronograma para conclusão das obras aponte para maio de 2014 o prazo para as adequações – a tempo de melhorar os serviços antes do início da Copa do Mundo –, a prefeitura espera terminar a troca do piso dos corredores de ônibus, o que é essencial ao sistema, até o final de 2013. O asfalto antigo está sendo substituído por placas de concreto, mesmo material utilizado na Terceira Perimetral e na freeway, que liga Porto Alegre ao Litoral Norte do Estado. Em um primeiro momento, enquanto os cinco terminais integrados do sistema BRT não estiverem finalizados, os ônibus regulares trafegarão pelos novos corredores.
Atualmente, são 400 linhas em operação na Capital. Esse número cairá drasticamente, uma vez que diversas delas deverão desaparecer ou ter seu trajeto diminuído. Os serviços transversais devem permanecer, integrando-se ao novo sistema. Mas as linhas que saem do bairro e vão ao Centro, chamadas radiais, passarão a funcionar como alimentadoras dos novos terminais de ônibus BRT, onde os passageiros devem escolher a linha do seu interesse. “Hoje temos cerca de 30 mil viagens que vão ao Centro da cidade. Vamos diminuir muito o volume de ônibus nesse trajeto”, sinaliza Vanderlei Cappellari, secretário da Mobilidade Urbana de Porto Alegre.
As facilidades do novo sistema devem garantir uma viagem mais rápida, confortável e segura para os passageiros das onze linhas BRT que serão criadas. Dependendo do horário, a viagem pode levar metade do tempo na comparação com um ônibus comum, pela estimativa da EPTC. Tudo por causa da priorização que os ônibus especiais terão em cruzamentos e pela rapidez no embarque de passageiros nos terminais. O BRT chega à estação ao mesmo nível do solo, não há escadas, o que facilita o acesso de cadeirantes e idosos, principalmente. O serviço segue os moldes do sistema de metrô, quando a passagem é paga nos terminais, e, quando a condução chega, o passageiro deve apenas entrar, sem precisar formar fila para pagamentos.
“Hoje, quando um ônibus vai coletar passageiros, ele pode levar até quatro minutos parado para que todas as pessoas entrem. Com o BRT, vai demorar 15 ou 20 segundos, no máximo, o que reflete em uma agilidade muito maior. Esse é principal benefício, além de conforto, segurança, acessibilidade, qualidade e tecnologia”, exalta Luiz Cláudio Ribeiro.
CINCO ESTAÇÕES DE INTEGRAÇÃO FAZEM PARTE DO PROJETO
As obras para construção dos terminais ainda não começaram, está sendo realizada apenas a troca da pista dos corredores. Mas os locais onde a integração entre o sistema atual e as novas linhas BRT serão possíveis já são conhecidos: Av. Protásio Alves com a Av. Manoel Eilas (terminal Manoel Elias), Av. Bento Gonçalves com a Av. Antônio de Carvalho, Av. Icaraí, beirando a futura Av. Tronco, Av. Voluntários da Pátria (Estação São Pedro) e no corredor da Av. João Pessoa (Terminal Azenha).
Atualmente, Porto Alegre conta com 55 km de corredores de ônibus, sendo apenas 11 km, na Terceira Perimetral, com piso de concreto. Após as obras para a Copa do Mundo, a cidade passará a ter 78 km de vias segregadas para o transporte coletivo, e os novos 23 km também serão feitos com concreto, material mais adequado para o conforto do passageiro por se desgastar menos com o uso. A partir da implementação dos terminais e da finalização dos corredores, será possível iniciar a operação do sistema BRT.
“No terminal, o usuário não vai esperar mais do que um minuto na parada, a todo o momento vai ter um ônibus BRT passando. Assim, temos um sistema de dimensionamento de frota conforme demanda, tudo é calculado matematicamente”, explica Cappellari. “O usuário terá várias alternativas para se deslocar para diversos pontos da cidade, sem custo adicional se já tiver utilizado algum ônibus para se chegar ao terminal”, completa. A tabela horária que determinará a frequência das linhas BRTs será elaborada a partir de um estudo realizado pela EPTC que vai projetar o aumento do número de passageiros até 2035.
As estações de integração serão fechadas e climatizadas, com informações sore o itinerário das linhas em painéis eletrônicos. Os novos veículos são maiores, com capacidade para transportar até 140 passageiros, se forem articulados, terão 18 metros de comprimento, se forem biarticulados, 23 metros. No princípio da operação, devem ser utilizados entre 150 e 200 ônibus nesses moldes.
CONCEITO ADAPTADO ÀS CARACTERÍSTICAS DA CAPITAL
Para ser considerada uma operação de Bus Rapid Transit (BRT) completa, são exigidas algumas características do sistema, como corredores exclusivos ou preferenciais, embarques e desembarques rápidos, sistema de pré-pagamento e veículos modernos e de alta capacidade. Estas recomendações estão previstas no projeto preparado para Porto Alegre. Porém, algumas peculiaridades da cidade devem dificultar o serviço em determinados pontos. Na Av. Protásio Alves, por exemplo, não haverá pontos de ultrapassagem nos corredores. Como as linhas regulares também terão acesso à mesma pista, o BRT terá que esperar para poder seguir sua rota. “Para colocarmos uma faixa a mais na Protásio Alves quantos prédios teriam que ser derrubados, quantas desapropriações teríamos que fazer”, reflete o secretário da Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Vanderlei Cappellari.
Nesses pontos, a velocidade do serviço será prejudicada. “Desapropriar áreas quase iguala o valor despendido para a montagem da infraestrutura do BRT. Em Belo Horizonte, o valor de um corredor foi orçado em R$ 600 milhões, e as desapropriações necessárias ficaram em volta de R$ 500 milhões”, exemplifica Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional de Empresas de Transporte Público (NTU).
Como os financiamentos da Caixa Econômica Federal para os projetos da Copa de 2014 não preveem recursos para cobrir desapropriações de áreas, as prefeituras estariam responsabilizadas por esse gasto. Em Belo Horizonte, a prefeitura assumiu a conta. “O BRT é um serviço muito eficiente que precisa ser operado como tal, senão vira um corredor comum e não traz o resultado que se espera dele”, adverte Cunha Filho.
Daniela Facchini, diretora de projetos da Embarq, organização internacional não governamental voltada para o auxílio aos governos no planejamento de mobilidade urabana, o saldo final com as adequações deverá ser positivo. “Se tu consegues transportar pessoas de forma mais rápida e eficiente, já será um sistema melhor. É preciso formatar o projeto de acordo com a realidade de cada cidade e de cada corredor”, salienta.
OUTRAS 14 CIDADES BRASILEIRAS INVESTEM NO SISTEMA BRT
Depois de aproximadamente 20 anos sem realizar grandes investimentos para a melhoria da infraestrutura urbana para os transportes coletivos por ônibus, o governo federal reaparece em cena, motivado pelos eventos esportivos que serão realizados no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. Porto Alegre deverá receber aproximadamente R$ 560 milhões para os projetos de mobilidade urbana, sendo R$ 484 milhões com financiamento federal garantido pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, serão 30 projetos de BRT em 15 cidades.
Segundo a Embarq, organização voltada à mobilidade urbana, atualmente 160 sistemas de BRT estão em operação ou construção no mundo. “Os projetos estão explodindo por todos os lados. O Rio de Janeiro está preparando mais de 150 km de prioridade para o transporte coletivo. O corredor da Avenida Brasil vai carregar um milhão de pessoas por dia”, ressalta Daniela Facchini, diretora de projetos da Embarq, que presta consultoria para os projetos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
Inaugurado há menos de quatro meses, o Transoeste, no Rio de Janeiro, já conta com a aprovação de 90% dos usuários. “Estamos falando em dobrar a velocidade comercial, reduzir pela metade o tempo de percurso”, empolga-se Cunha Filho. A previsão é de que os benefícios proporcionados pelo sistema BRT acabem por induzir que aproximadamente 10% da população que utiliza veículos próprios migre para o sistema público. “As pessoas vão notar que estão paradas no trânsito enquanto poderiam se deslocar muito mais rápido ao seu destino”, indica Daniela.
Desde que começou a operar, o Transoeste já teve seis acidentes. Isso aconteceu, segundo Daniela Facchini, porque os usuários no Rio de Janeiro não estavam acostumados com vias segregadas para o transporte público, e a adaptação pode levar algum tempo. “Estamos adicionando aspectos de qualidade e segurança ao corredor. Fizemos uma inspeção para evitar acidentes e estamos cuidando dos detalhes para que o serviço seja o mais seguro para o passageiro”, defende.
LICITAÇÃO APONTARÁ EMPRESA ENCARREGADA DE OPERAR O SISTEMA
Até o começo de 2014, será conhecida a empresa vencedora da licitação para operar as linhas BRT em Porto Alegre. “Um grupo dentro da prefeitura já está preparando um edital de licitação para o transporte coletivo da cidade. No início do ano que vem já estaremos sabendo quem vai operar”, conta o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt. O processo para a escolha da empresa deve ser semelhante ao utilizado na eleição da operadora em outras cidades, como o Rio de Janeiro.
“Normalmente as licitações são abertas. Evidentemente que como são corredores de alta capacidade, que exigem investimentos de certa envergadura, exige-se alguma experiência anterior. Isso normalmente é suficiente para que haja uma seleção natural”, explica Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional de Empresas de Transporte Público (NTU). Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro as licitações foram feitas antes mesmo que os corredores existissem. O modelo foi realizado por áreas e a empresa vencedora passaria a ter a responsabilidade de operar também os possíveis projetos de expansão da linha, na área em que foi vencedora. “Como tinham muitas empresas atuando no serviço de transporte coletivo, bastante fragmentado, eles se uniram e constituíram um consórcio”, relata Cunha Filho.
Se as empresas que operam o sistema de transporte coletivo atualmente em Porto Alegre conseguirem renovar o direito, as linhas alimentadoras do sistema BRT deverão receber um reforço de frota, tendo em vista que diversas linhas deverão ser canceladas ou ter o trajeto diminuído para que os ônibus adaptados comecem a ser utilizados. “Temos cerca de 1.600 ônibus atualmente. Essa frota deve permanecer, mas será aproveitada no itinerário entre os bairros e os terminais, o que vai garantir um aumento da frequência do serviço”, aponta Vanderlei Cappellari.
fonte: Porto Imagem